Eu te amo, não, eu não te amo. Ou talvez eu te ame, mas não saiba que te amo porque sinto medo de voltar a sentir a verdade. Se você olhasse em meus olhos como olhou da última vez, veria que querendo ou não, aquela garota infantil, mimada e inocente que você conheceu não existe mais. Você me dá ânsias, você me faz amar, você me faz chorar, gritar, sonhar. E eu vou vivendo nessa bipolaridade infernal. Eu preciso de você, preciso que volte pros meus braços. Quero sentir o cheiro de seus cabelos ao repousar-me em seus ombros. Afagar aquelas mechas, cortadas em pequenos tamanhos pra demonstrar sua tremenda masculinidade, com a maior delicadeza possível. Quero ouvir você dizer novamente: “Eu te amo”. Mas é difícil. E aquela nossa última conversa, aquela conversa que eu causei ficará pra sempre apunhalando cada espaço vivo de meu coração.
“— Mil desculpas. Não foi por querer – disse sabendo de toda a culpa.
— Não sou idiota – você respondeu desviando o olhar.
— Mas você sabe da verdade, eu te amo – afirmei tentando olhar em seus tristes olhos, enquanto minhas mãos procuravam as suas.
— Sei, também sei que ela dói – depois vi você fugindo de mim. Você me dando as costas e seguindo teu caminho, longe de mim.”